Na Lata: os envolvidos no 8 de Janeiro foram julgados com todo o peso da lei; agora, quando suspeitas e acusações atingem ministros da própria Suprema Corte, o Brasil também tem o direito de cobrar apuração sem dois pesos e duas medidas.
No 8 de Janeiro, milhares de pessoas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, e o STF já condenou mais de 1.300 envolvidos nos atos. Pois bem: a roda gigante girou e hoje é o próprio Supremo que enfrenta uma crise pesada, com ministros trocando acusações e suspeitas relacionadas às investigações do Banco Master chegando à Corte, a ponto de o presidente Edson Fachin intervir nas decisões conflitantes e assumir o controle da crise. Na lata, é muito simples: quem julgou em nome da Constituição também precisa estar submetido a ela. Não dá para exigir rigor absoluto de um lado e fechar os olhos quando a suspeita bate à porta do próprio Judiciário. Se existem irregularidades, relações impróprias ou qualquer prática ilegal envolvendo ministros, que se investigue até o fim, sem proteção, sem corporativismo e sem conversa fiada. A Suprema Corte não pode estar acima da lei que ela mesma manda cumprir.
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