Manifestação defende mudança no comando do Estado e apresenta o candidato do PL como alternativa à continuidade do PT.
Na lata: Cadu Xavier não chega a esta eleição como novidade.
Ele chega como o candidato do grupo da governadora Fátima Bezerra, do PT e da continuidade de um projeto político que administra o Rio Grande do Norte há anos.
Pode mudar o nome na urna. Pode mudar a fotografia da campanha. Mas não dá para fingir que essa ligação não existe.
E é justamente aí que a eleição começa a apertar.
Cadu terá de apresentar suas propostas, claro. Mas também terá de responder pelo legado político do grupo que o colocou na disputa.
O eleitor vai julgar mais do que um candidato
A eleição para governador não será apenas sobre Cadu Xavier, Álvaro Dias ou Allyson Bezerra.
Será, em grande parte, um julgamento sobre o caminho que o Rio Grande do Norte quer seguir daqui para frente.
Quem estiver satisfeito com a atual condução terá em Cadu uma alternativa de continuidade. Quem quiser romper com esse ciclo vai procurar outro nome.
E oposição não falta.
Álvaro Dias aparece justamente tentando ocupar esse espaço de mudança, enquanto Allyson Bezerra também disputa o eleitorado que deseja uma alternativa ao atual governo.
E ninguém pode cantar vitória
A eleição está longe de estar decidida.
Uma pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto mostrou Allyson Bezerra com 25%, Cadu Xavier com 21% e Álvaro Dias com 19%.
A margem de erro é de três pontos percentuais.
Traduzindo para o português claro: está embolado.
Os três aparecem tecnicamente empatados, e uma parcela relevante do eleitorado ainda não fechou questão.
É por isso que qualquer discurso de eleição resolvida, de um lado ou do outro, é conversa antes da hora.
Cadu não pode fugir da comparação com Fátima
O ponto central é outro.
Cadu pode até tentar construir uma identidade própria durante a campanha, mas será impossível separar completamente sua candidatura do governo Fátima Bezerra.
Essa associação será usada pelos adversários. E será usada com força.
Problemas do Estado, críticas à administração, desgaste político, serviços públicos e decisões tomadas nos últimos anos entrarão diretamente no debate eleitoral.
E não adianta reclamar.
Quem recebe o bônus de uma estrutura política também precisa estar preparado para carregar o ônus dela.
Cadu Xavier está na disputa. Mas Fátima Bezerra também estará, mesmo sem aparecer na urna para governadora.
Na lata, é isso.
Confira o vídeo completo no Instagram, @leleufontes.
