Na Lata: nesta reta final, tracking virou febre nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp. O problema é separar informação séria de número fabricado para agradar esquerda ou direita.
Tracking tá na moda! Nesta reta final de campanha apareceu pesquisa para todo gosto, toda hora e de todo lado. Esquerda e direita transformaram isso num verdadeiro cabo de guerra digital. É número chegando em grupo de WhatsApp, rede social, print daqui, gráfico dali, numa velocidade tão grande que muita gente nem sabe mais o que está compartilhando. E é aí que mora o perigo. Eu não vou entrar nessa brincadeira de sair reproduzindo qualquer extrato e depois ser chamado de espalhador de fake news. Milícia digital existe dos dois lados e número também pode ser usado para fabricar entusiasmo ou desespero. Vou continuar fazendo o que sempre fiz: narrando os fatos políticos com responsabilidade e respeitando quem acompanha o meu trabalho. Agora, como registro do que chegou às 16 horas, o tracking para presidente apontava Lula com 45,80% e Flávio com 41,30%. Para o Governo do Rio Grande do Norte, Allyson aparecia com 34,60%, Álvaro Dias com 27,20% e Cadu com 24,70%. São números daquele momento, nada além disso. Tracking muda, campanha muda e urna é que encerra conversa. Então cuidado para não transformar ansiedade eleitoral em fake news. Na lata!